lørdag 3. september 2011

Byen sett frå Rådhustårnet

Kvart år arrangerer "Kjenn Bodø" ein tur opp i rådhustårnet i Bodø. I dag var det dagen, og då passa det bra å teste ut nytt kamera.Veret var fantastisk og utsikta flott. Alt var duka for ein flott tur.

Inne i sjølve tårnet har ein plassert ein del fotos fra gamle Bodø, og særleg får ein eit inn trykk av dei enorme ødeleggingane under siste krig, der store delar av bysentrum vart jamna med jorda.
Solparken og Børvasstindan sett frå Rådhustårnet
Solparken er eit av dei områda som vart satsa på i gjenreisningsarbeidet. Plassen og området skulle bli eit sentralt område for byens befolkning etter planen, noko ein også veit at det har blitt. Hit går 17.maitoget og her skjer ofte større offentlege markeringar, som til dømes minnemarkeringane etter ofra frå Bodø på Utøya.
Bodø Domkirke eller "Nordlandskatedralen" er kanskje Nord-Noregs vakraste kyrkje, teikna av arkitektane Blakstad og Munthe-Kaas, dei same som teikna rådhuset. I bakgrunnen Sandhornøy, heimbygda til Elias Blix (t.v), og Fugløy til høgre. 

Bodøs Stonehenge

I Bodø blir det markering av kulturminnedagen den 11. september 2011. Det heile startar ved Bodøs svar på Stonehenge, bautasteinane ved Vågøynes forsøksgård like ved Bodin Leir og Maskinisten. Eigentleg ligg dei på Neskarhaugen, der det er utsyn i alle retningar i landskapet. Det er godt med dyrkingsjord nedafor haugen, og det er funne graver frå jernalderen i området rundt. Eit søkk i bakken i forlenginga av stien og opp langs Bodøelva frå Vågøynes tyder på at det har gått ein rideveg forbi bautasteinane. Mellom Bodøgård og Vågøynes skal det vere fleire gravhaugar med bautaer som er borte no. (Holberg og Hutchinson: Lenge før byen. Bodøs Historie bind 1. 2009)

Det vart gjennomført ei arkeologisk utgraving i området i 1971. Då fann ein tre klåre steinfundament i bakken som synte at steinane hadde stått ved sida av kvarandre i ein trekant. Det vart dessutan funne ein ringforma mur av steinar rundt fundamenta, lik det ein hadde funne på Hernes i 1952. Dette tyder saman med andre funn på at det vart gjort opp eld innafor ringen og ved sida av steinane, og denne elden kan ha hatt ein rituell funksjon i samband med gravlegging i områda rundt.



 Det er mange ulike forklaringar på kva steinane har vore brukt til. Har dei vore rituelt brukt, eller er det andre funksjonar? Vil du sjå dei så kan du parkere bilen utafor Bodin Leir, og så gå mot Maskinisten og stoppe før du kjem til jernbanebrua. Der til venstre ligg dei. Mystisk og mytisk. Vakkert!



onsdag 27. juli 2011

Det norske 11.september blir noka anna enn ekstremisten trudde

Portugisisk telegramteneste, LUSA har i intervju med underskrivne fått ei kort analyse av stoda kring terroraksjonane frå høgre-ekstremisten på Utøya og i Oslo. Her er meldingane som går til portugisisk presse:

Paris, França 26/07/2011 12:38 (LUSA)
Temas: Política, Terrorismo, Massacre
   
Paris, 26 jul (Lusa) – O atentado e tiroteio de sexta-feira “acordou a Noruega para uma ameaça aos seus valores”, afirmou hoje um historiador norueguês à Agência Lusa.
“Infelizmente, foi preciso que um louco matasse mais de 70 pessoas para a sociedade ouvir o sinal de alarme”, declarou o historiador Steinar Aas, da Universidade de Bødo (norte), entrevistado por telefone pela Lusa a partir de Paris.
“A Noruega é um lugar estranho para acontecer isto”, afirmou o historiador, sintetizando o choque e surpresa do país perante o duplo atentado de sexta-feira perpetrado por um “fundamentalista cristão”, Anders Behring Breivik.
Pelo menos 76 pessoas morreram, segundo o balanço oficial mais recente da explosão no centro de Oslo e de um tiroteio num campo de férias na ilha de Utoeya, a norte da capital.
A polícia norueguesa pretende que Breivik, detido em Utoeya após hora e meia de tiroteio, seja julgado por crimes contra a humanidade.
“O que eu quero é que ele não tenha nenhuma atenção para as suas ideias e que o julgamento não sirva de oportunidade para espalhar a sua ideologia diante de uma grande audiência. Acho que esse era o principal objetivo dele”, afirmou Steinar Aas, fazendo eco de um sentimento evocado pela imprensa que segue os acontecimentos em Oslo.
“Não queremos sequer que o nome dele seja pronunciado”, acrescentou o historiador.
Steinar Aas sublinhou que “a maioria das vítimas eram muito jovens” e que a Noruega vive “uma tragédia nacional”, um sentimento que será ampliado quando, na próxima semana, os corpos das vítimas forem enviados para as suas comunidades de origem “em todo o país”, onde serão sepultados.
“Somos uma sociedade pequena. Todos conhecem alguém que perdeu alguém nesta tragédia. A minha filha foi para Oslo com uma amiga cuja irmã está gravemente ferida no hospital por ter levado três tiros em Utoeya”, referiu Steinar Aas.
“Além da monstruosidade das ideias de Breivik, há a maldade da execução. As balas que ele usou foram feitas para causar o maior dano possível no corpo da vítima”, salientou o historiador, falando com emoção.
“Talvez dentro de vinte anos ‘ele’ tenha noção do que fez e possa falar do perigo das suas ideias radicais. Talvez isso fizesse diferença. Mas, por enquanto, (Breivik) aparece muito frio e satisfeito”, assinala Steinar Aas.
“É chocante que um ataque destes tenha acontecido na Noruega, onde os grupos de extrema-direita nunca foram moralmente aceites pela sociedade e onde os grupúsculos neonazis nem sequer se manifestam em público, como por exemplo na Suécia ou na Alemanha”, declarou Steinar Aas.
A Noruega foi invadida pela Alemanha nazi em abril de 1940 e ocupada militarmente até à capitulação alemã em maio de 1945.
“Depois da guerra, houve um grande julgamento e todos os colaboracionistas foram condenados. Até mesmo os militantes de base do Partido Nazi Norueguês receberam sentenças de prisão”, recordou Steinar Aas, que tem estudado diferentes aspetos da ocupação e do ambiente ideológico no país durante a guerra fria.
Steinar Aas reconhece, ao mesmo tempo, que nos últimos anos o extremismo ganhou terreno no parlamento e que “os partidos ‘mainstream’ têm sido especialmente duros em relação às comunidades islâmicas”.
O historiador salienta que a islamofobia se refletiu nas análises das forças de segurança, que identificaram alguns elementos islâmicos como ameaças à segurança nacional, descurando o perigo do radicalismo nacionalista.
Steinar Aas recorda o caso de Mullah Krekar, um curdo iraquiano acolhido em 1991 pela Noruega e que foi mais tarde julgado por terrorismo e violação da lei de asilo. “Vários partidos políticos fizeram campanha pela sua extradição”.
PRM
Lusa/Fim
ENTREVISTA/Noruega/Atentado: Tragédia “é o 11/9 norueguês” – historiador
    

Número de Documento: 12855053

Paris, França 26/07/2011 12:38 (LUSA)
Temas: Política, Terrorismo, Massacre
   
Paris, 26 jul (Lusa) – O duplo atentado que provocou 76 mortos numa explosão e num tiroteio, na sexta-feira, “é o 11 de Setembro norueguês” e terá reflexos eleitorais, afirmou hoje um historiador à Agência Lusa.
Steinar Aas, da Universidade de Bødo (norte da Noruega), declarou também que a reação política ao atentado será provavelmente “uma vitória do Partido Trabalhista e um recuo significativo do Partido Progressista” (direita) nas eleições legislativas de setembro.
Nesse sentido, acrescenta, a chacina causada por Anders Behring Breivik produzirá o efeito político contrário ao pretendido no seu manifesto de 1.500 páginas, um programa de direita radical para a Noruega e a Europa.
“As pessoas foram recordadas do que são os valores desta sociedade. Muitos noruegueses neste momento estão a interrogar-se muito dentro de si próprios se pensaram em algum momento alguma coisa que tenha ‘ajudado’ os planos de Breivik”, resumiu Steinar Aas, sintetizando a “introspeção” em que mergulhou a Noruega.
O historiador assinala, a propósito, que “é assustador para muita gente pensar nas ideias subliminares que têm pontos de contacto com a ideologia de Breivik”, marcada pela fobia do Islão e a defesa de uma “pureza” cultural europeia.
“Nos últimos vinte anos, tornou-se aceitável falar à vontade de certas ideias. Isso acabou agora, porque a Noruega acordou para a ameaça aos seus valores”, acrescentou Steinar Aas.
O historiador sublinha que “as pessoas deviam votar segundo o debate de ideias e não com base nas suas emoções, mas é verdade que o facto de o massacre ter ocorrido num campo de férias do Partido Trabalhista e a resposta do primeiro-ministro aos acontecimentos vai aproximar muitos eleitores”.
Steinar Aas levanta mesmo a hipótese de haver algum debate sobre a interdição do Partido Progressista, a segunda maior formação parlamentar, nas próximas eleições.
“As pessoas não são parvas. Esta tragédia foi um terrível sinal de alarme”, resume o historiador.
Steinar Aas recorda que a Noruega “é um país cujo feriado nacional comemora um conjunto de ideias, transcritas numa constituição, em vez de comemorar homens ou batalhas”.
São essas ideias e valores que, neste momento, são identificadas emocionalmente com um partido e com o chefe do governo, Jens Stoltenberg, “um homem que esteve à altura da resposta exigida num momento destes”.
Ao mesmo tempo, Steinar Aas assinala o lado que designa por “chauvinismo nórdico”, uma vez que, “mesmo depois de se saber que foi um norueguês, loiro e de olhos azuis, a fazer aquela loucura, o ponto de comparação das pessoas continuam a ser os atentados da al-Qaida”.
Para o historiador, “ninguém comparou (os acontecimentos de Oslo e Utoeya) com os atentados da ETA ou do IRA e com o facto de na Europa o terrorismo ser em geral feito por europeus”.
Steinar Aas assinalou, a propósito, que a Noruega “tem uma grande ideia de si própria”, como confirmou a repercussão de um falso “post” no Facebook atribuído ao Presidente Barack Obama.
“Neste momento, eu considero a Noruega o maior país do mundo. Nunca vi nada assim”, dizia o “post”. “Era falso mas foi de imediato circulado como um rastilho, em primeiro lugar graças a uma ligação através da página da modelo Jenny Skavlan, que tem 16.000 seguidores”, frisou Steinar Aas.

lørdag 23. juli 2011

Dagens Vespa (III)


I år er Italia 150 år, og då er det vel heilt naturleg at landet har ein jubileumsmodell av sitt nasjonalikon - Vespaen. Denne finn du utstilt på Vespamuseet i Pontedera, berre 20 minutts kjøring fra Pisa flyplass

De Beste - Nordahl Grieg

DE BESTE
Døden kan flamme som kornmo;
klarere ser vi enn før
hvert liv i dens hvite smerte:
det er de beste som dør.

De sterke, de rene av hjertet
som ville og våget mest;
rolige tok de avskjed,
en etter en gikk de vest.




De levende styrer verden,
en flokk blir alltid igjen,
de uunnværlige flinke,
livets nestbeste menn.

De beste blir myrdet i fengslet,
sopt vekk av kuler og sjø.
De beste blir aldri vår fremtid.
De beste har nok med å dø.

Slik hedrer vi dem, med avmakt,
med all den tomhet vi vet,
men da har vi sveket de beste,
forrådt dem med bitterhet.

De vil ikke sørges til døde,
men leve i mot og tro.
Bare i dristige hjerter
strømmer de falnes blod.

Er ikke hver som har kjent dem
mer rik enn de døde var --
for menn har hatt dem som venner
og barn har hatt dem til far.

De øket det livet de gikk fra.
De spøker i nye menn.
På deres grav skal skrives:
De beste blir alltid igjen.

søndag 17. juli 2011

Hopen gruve - ei kulturhistorisk perle

Er du i Bodø, kan eit flott turforslag vere å kombinere naturopplevinga med ein kulturhistorisk ekskursjon. Oppe på Hopsfjellet med adgang frå både Soløyvatnet (Arlia og Engan v/Bueskytebanen) og frå E 80 ved Kvalvåg, kan du komme deg opp i marka for å sjå dei gamle kobbergruvene som vart sett i forsøksdrift i 1896-97.
Oppe på vel 330 meter ligg Øvergruva i Hopsfjellet
Seinare leverte gruva kobbermalm til Sulitjelma gruber i Fauske mellom 1900-1909. Mellom Øvergruva og Nergruva var det ein stige opp dei bratte flåga mellom gruvegangane, berre kalt Jakobs Stige, etter den kjente forteljinga i 1.mosebok om stigen som bant saman himmelen og jorda.
Utafor inngangen til Nergruva finn beitande sau kvilestad
Opp til Tinnvatnet nedafor gruvene går det ein skogsveg av god kvalitet, og vidare innover fjellet finn du den gamle anleggsvegen som hestane frakta malmen langs. Øvre Malmvei  på øversida av vatnet fører deg til Øvergruva og Nedre Malmvei tar deg til Nergruva. Før du kjem til Nergruva passerer du også tuftene etter ein stall, to mannskapsbrakker og ei stiger-/kokkebrakke. Ute på eit berg ser du også restane etter festet til ein utedo som for lengst er borte. Undervegs langs ruta er det lagd informasjonstavler som fortel om det som er å sjå, og i tillegg er alle tuftene godt merka med store treskilt. Frå Engan og Arlia er turen ca 5 kilometer ein veg, og det same er han frå Kvalvåg.
Oppe ved Øvergruva er utsikta over Saltfjorden storslått

Etter ein kort periode med ny prøvedrift mellom 1911-16, vart gruva endeleg nedlagt i 1916. Då hadde ein utvunne 19 tonn kobber i 1896-97, 97,9 tonn mellom 1901-05 og 82 tonn mellom 1906 og 1908. I alt var det omlag 30 arbeidarar i gruvene, medrekna kvinnelege kokker.
Utsikta ut mot Tverlandet og Saltstraumen frå Øvergruva i Hopsfjellet er strålande